Ao longo de quase 2 horas, Heloísa contou diversas histórias que
inspiraram seus livros além de divertidos fatos envolvendo sua família e
amigos. Interagiu com o público infanto-juvenil com brincadeiras e
presenteando-os com alguns de seus livros. Ao final, a escritora autografou
alguns de seus exemplares e tirou fotos.
Biblioteca Pública Municipal
"Prof. Fausto Ribeiro de Barros"
Biblioteca Pública Municipal
" Prof. Jayme Monteiro"
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
HELOÍSA PRIETO - Viagem Literária 2013
terça-feira, 5 de novembro de 2013
Viagem Literária - Novembro 2013
DIA 06 DE NOVEMBRO DE 2013
HORÁRIO : 09H
LOCAL : BIBLIOTECA PÚBLICA MUNICIPAL "PROF. JAYME MONTEIRO"
BATE-PAPO COM AUTORES COMEÇA EM NOVEMBRO
O Viagem Literária, programa que leva escritores e contadores de histórias para bibliotecas do interior integrantes do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de São Paulo (SisEB), continua circulando pelo interior do Estado. Em novembro, o programa inicia o módulo de bate-papo com os públicos infantojuvenil e adulto.
Os escritores Heloisa Prieto, Alonso Alvarez, Luiz Roberto Guedes, Clóvis Bulcão, Ricardo Ramos, Luiz Puntel, José Robero Torero, Marcelo Carneiro da Cunha, Flavia Muniz, Carla Caruso, Raphael Draccon, Ilan Brenman, Márcio Vassallo e Edson Gabriel Garcia partem no dia 4 de novembro e atenderão o público infantojuvenil das cidades do interior.
HELOISA PRIETO
Heloisa Prieto, paulistana, passou grande parte da infância em Marilia, no interior de São Paulo.
Nesse período, teve oportunidade de ouvir histórias da tradição oral, não apenas as locais, como também as lendas portuguesas, baianas e espanholas, narradas em família. Começou a publicar quando dava aulas na Escola da Vila, em São Paulo. Formada em Letras (USP), mestra em Comunicação e Semiótica (PUC) e doutora em Literatura Francesa, Heloisa escreve, traduz, organiza coleções e ministra oficinas. Atualmente tem 54 livros publicados. Lá vem história (Companhia das Letras) foi originalmente um programa na TV Cultura; a série Mano descobreinspirou o filme As melhores coisas do mundo (Warner), e Mil e um fantasmas, a peça da Cia. do Grito.
ALGUNS LIVROS DA AUTORA :
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
111 ANOS DE CARLOS DRUMMOND
Quinta – Feira passada, 31 de
outubro, comemorou-se o nascimento do poeta Carlos Drummond de Andrade. Nascido
em Itabira (MG), em 1902, Drummond publicou sua primeira obra, Alguma
poesia, em 1930.
Por insistência familiar para que tivesse um diploma superior, formou-se
em Farmácia na cidade de Ouro Preto, em 1925. No mesmo ano, fundou com outros
escritores A Revista, publicação que, apesar da vida breve, foi
importante veículo de afirmação do modernismo em Minas.
Em 1934, ingressou no serviço público e transferiu-se para o Rio de
Janeiro, onde foi, até 1945, chefe de gabinete de Gustavo Capanema, ministro da
Educação. Passou depois a trabalhar no Serviço do Patrimônio Histórico e
Artístico Nacional e se aposentou em 1962.
Desde 1954, colaborou como cronista no Correio da Manhã e,
a partir do início de 1969, no Jornal do Brasil.Produziu também
livros infantis e contos.
Drummond, como os modernistas, segue a libertação proposta por Mário e
Oswald de Andrade na escrita de versos livres e as temáticas cotidianas. O
contexto em que Drummond escreve é a Guerra Fria, o neocapitalismo, ditaduras,
assuntos que ressoam dura e secamente na produção da última fase de Drummond.
No final da década de 1980, o erotismo ganha espaço na sua poesia até seu
último livro.
Desde 2011, véspera do centenário do
autor, todo dia 31 de outubro é feita uma homenagem a Drummond por várias
cidades. É o chamado Dia D, cujo objetivo é
promover e difundir sua obra. A inspiração veio dos irlandeses, que festejam
todo dia 16 de junho o Bloomsday em homenagem ao seu mais importante escritor,
James Joyce.
Carlos Drummond de Andrade possui várias obras. Como:
Passeios na ilha
(Editora Cosac Naify)
Lançado em 1952
Lançado em 1952
Passeios
na ilha combina textos históricos, crônicas, aforismos e crítica
literária. A ilha de que fala o livro tem sentido metafórico e não está nem
muito longe nem muito perto do litoral. É da Ilha que Drummond observa a vida
literária, num tom que combina a compreensão e a ironia somente facultadas pela
perspectiva histórica. Assim, o livro pretende abrir um caminho entre as
posições da chamada arte participante.
Sentimento do mundo
(Editora Companhia das Letras)
Lançado em 1940
Lançado em 1940
Sentimento
do mundo procura mostrar o poeta mineiro atento aos acontecimentos
políticos de sua época. Esse Drummond visto como humanista lamenta que as
pessoas mantenham olhos cerrados para o mundo, a ponto de permitir a violência
– a Segunda Guerra Mundial e a ditadura getulista – e de trocar a compaixão
pelo egoísmo de quem vive fechado em si mesmo ou em um ‘terraço mediocremente
confortável’. Tal responsabilidade coletiva se dá inclusive nos poemas em que o
autor aborda temas mais pessoais, como ‘Revelação do subúrbio’, no qual um
retorno a Minas Gerais o desperta para a tristeza da noite vista pela janela do
carro. A visão de mundo sombria e pouco otimista não o impede de ser lírico nos
‘Menino chorando na noite’ e ‘Noturno à janela do apartamento’. E ainda sobra
tempo para Drummond homenagear o amigo Manuel Bandeira, num ‘apelo de um homem
humilde’ que funciona ainda como um elogio e uma reflexão sobre o fazer
poético.
Contos de aprendiz
(Editora Record)
Lançado em 1951
Lançado em 1951
Nas quinze histórias reunidas neste livro, o autor transfere para a
prosa de ficção algumas qualidades de sua poesia. Os contos falam de um Brasil
provinciano, que começava a se deslumbrar com os confortos da modernidade, além
de temas como o memorialismo, o relato da vida acanhada no interior do Brasil
do início do século XX, a observação do cotidiano mais miúdo, uma ironia
gentil, a observação – despida de qualquer sentimentalismo – da inevitável
passagem do tempo. Este livro seria a primeira investida em larga escala do
autor numa obra de ficção. Algumas das histórias reunidas neste volume- ‘A
salvação da alma’, ‘O sorvete’ e ‘O gerente’.
Receita de ano novo
(Editora Record)
Nesta antologia estão reunidos textos de Drummond sobre festas de fim de
ano, o espírito natalino e a esperança que todos têm de um próspero ano novo.
O avesso das coisas
(Editora Record)
Lançado em 1988
Lançado em 1988
Em O
avesso das coisas, Drummond reúne um conjunto de máximas com aparência de mínimas. A
reunião de aforismos mostra a engenhosidade e o lirismo de Drummond num gênero
tão distante da poesia que o consagrou. Como um ensejo de dicionário, mas
apenas com palavras escolhidas, este livro nos apresenta definições diferentes
para palavras como amor, literatura, amizade, poesia e vida, entre outras.
HÁ 10 ANOS MORRIA RACHEL
Há 10 anos, em 4 de novembro de 2003, morria a escritora Rachel de Queiroz. Nascida em 17 de novembro de 1910, em Fortaleza (CE), Raquel foi uma autora de destaque na ficção social nordestina, além de ser a primeira mulher a ingressar, em 1977, na Academia Brasileira de Letras.
Em 1993, também foi a primeira mulher a ganhar o Prêmio Camões, o equivalente ao Nobel da língua portuguesa.
Em 1925, estreou na imprensa escrevendo crônicas e poemas de caráter modernista para o jornal O Ceará, sob o pseudônimo de Rita de Queluz. No mesmo ano, lançou em forma de folhetim, o primeiro romance,História de um nome.
Aos 20 anos, precisou submeter-se a rígido tratamento de saúde, devido a uma suspeita de tuberculose. Por ter de ficar em repouso absoluto, resolve escrever “um livro sobre a seca”. Foi assim que Rachel ficou nacionalmente conhecida ao publicar O quinze (1930), romance que mostra a luta do povo nordestino contra a seca e a miséria.
Começou a se interessar por política social nos anos de 1928-1929 ao ingressar no que restava do Bloco Operário Camponês de Fortaleza, formando o primeiro núcleo do Partido Comunista Brasileiro.
Demonstrando preocupação com questões sociais e hábil na análise psicológica de seus personagens, destacou‐se no chamado romance nordestino.
Em 1932, é fichada como “agitadora comunista” pela polícia política de Pernambuco. Seu segundo romance, João Miguel, estava pronto quando a autora foi informada de que deveria submetê-lo a um comitê do Partido Comunista antes de publicá-lo. Semanas depois, seu livro não fora aprovado porque nele um operário mata outro. Fingindo concordar, Rachel pegou os originais de volta e rompeu com o partido, pois não via autoridade para censurar sua obra.
Com a decretação do Estado Novo, foi presa em 1937, em Fortaleza, acusada de ser comunista. Exemplares de seus romances foram queimados. Em 1964, apoiou a ditadura militar que se instalou no Brasil. Integrou o Conselho Federal de Cultura, em 1967, cargo que ocupou até 1985.
Estreia na literatura infantojuvenil, em 1969, com O menino mágico. Lançou Dôra, Doralina em 1975 e, depois, Memorial de Maria Moura (1992), saga de uma cangaceira nordestina. Publicou ainda um volume de memórias em 1998.
Durante 30 anos escreveu crônicas para a revista semanal O Cruzeiro e, com o fim da publicação, para o jornal O Estado de S. Paulo.
Em 1994, ingressou na Academia Cearense de Letras.
Vidas Secas (Graciliano Ramos)
Análise do livro
Vidas Secas (Graciliano Ramos) - por Roberto Bíscaro e Victor César
1) Contexto: - até a primeira metade do século XX, a literatura era atrelada aos ideais parnasianos;
- o Parnasianismo, escola literária pertencente ao século XIX, tinha a forma em detrimento do tema (exemplo: poemas formalmente perfeitos, versos decassílabos, vocabulário complexo; principais nomes: Olavo Bilac - poesia, Coelho Neto – prosa x Modernismo: combate ao parnasianismo e o seu academicismo);
- o Modernismo, escola literária do século XIX, que foi um movimento revolucionário que combateu o academicismo (estética e ideologia) parnasiano; precedida pelo Pré-Modernismo, que foi a fase precursora e a que iniciou o combate ao parnasiano (autores importantes: Lima Barreto, Monteiro Lobato e Euclydes da Cunha₁); o Modernismo no Brasil dividiu-se em três fases, porém interessa-nos até a segunda, que é a fase correspondente à obra;
* Primeira fase (1922-1930): - também conhecida como fase heroica; - propagação das ideias modernistas; - combate estético e ideológico ao parnasianismo (formas tradicionais/ academicismo) / inovação formal; - principais nomes: Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Manuel Bandeira, Antônio de Alcântara Machado; Ao concretizar-se o processo de quebra com o parnasianismo, inicia-se então a inovação temática criticista dando inicio a Segunda Fase;
* Segunda Fase (1930-1945): - também conhecida como fase regionalista; - europeização do Brasil (exemplo: 1905 – reconstrução do Rio de Janeiro em moldes de Paris); - o desenvolvimento econômico e europeização ocorriam apenas entre a alta burguesia e a classe média urbana; - Brasil, em 1930, tinha como contexto socioeconômico: Quebra da Bolsa de Valores de 1929; Revolução Populista (Getúlio Vargas); dicotomia econômica e social; - Governo Getúlio Vargas (Estado Novo ou Ditadura de Vargas), tinha como base o nacionalismo exaltado; logo, europeização se dá paralelamente ao culto à identidade nacional; crescente desenvolvimento da economia (porém essa renda destinou-se apenas à burguesia), devido à Quebra da Bolsa de Valores, de 1929, de Nova Iorque e os investimentos de Vargas na indústria de base;
2) O livro: -a obra retrata a vida de uma família
do nordeste, que sofre devido à seca, porém não há um local definido onde se
ocorre; - personagens: Fabiano, pai e vaqueiro; Sinha Vitória (percebe-se que a
falta de acentuação gráfica em Sinhá remete à inferioridade da posição desta);
filho mais velho e filho mais novo em contrapartida de análise da cadelinha
Baleia (zoomorfização dos filhos devido à ausência de nome, e a
antropomorfização da cachorra, que têm nome e sentimentos na obra / o nome
Baleia, remete a um animal que vive em um ambiente com abundância de água, e a
cachorra habitava um ambiente com escassez de água); - o título, apresenta
antíteses, em dois pontos. Primeiro: a seca traduz ideia de ausência de vigor;
o que remete a vidas sem condições mínimas de existência. Segundo: remete a
famílias que sobreviviam sem as condições mínimas de existência; - exploração
do homem pelo estado (marginalização das pessoas pela sociedade e pelo estado);
- os capítulos do livro são independentes, portanto, não há a necessidade de
uma leitura linear da obra; - o livro apresenta uma ideia cíclica durante suas
narrativas, para representar que esse processo da seca e exploração do homem
pelo estado era contínuo e não passageiro; isso tem, por exemplo: o primeiro
capítulo (“Mudança”) e o último (“Fuga”), apresentarem o mesmo tema; e o sonho
do filho mais novo ser como Fabiano; - o narrador, é onisciente (isso pode ter
se dado devido à falta de uma linguagem sofisticada nos personagens, já que no
livro, em muitas das vezes comunicam-se por grunhidos); - presença de discurso
indireto livre, que é a presença do pensamento do personagem dentro do discurso
do narrador (obs.: não dá para se saber quem é o emissor do pensamento ou
discurso, quando este recurso estilístico é empregado); - A cachorra Baleia não
é a narradora;
3)Observações:
1 - obra: Os Sertões, de Euclydes da Cunha; apresenta a mesma temática do livro, porém com lugar de ocorrência definido; retrata a revolta de Canudos. Na concepção dos dois autores o sertanejo é um homem forte, por conseguir sobrevir sem as mínimas condições de sobrevivência.
2 - obra: O Quinze, de Rachel de Queirós; retrata a seca de 1914, temporalizada e com lugar de ocorrência definido; assim, os dois livros apresentam a mesma temática.
1 - obra: Os Sertões, de Euclydes da Cunha; apresenta a mesma temática do livro, porém com lugar de ocorrência definido; retrata a revolta de Canudos. Na concepção dos dois autores o sertanejo é um homem forte, por conseguir sobrevir sem as mínimas condições de sobrevivência.
2 - obra: O Quinze, de Rachel de Queirós; retrata a seca de 1914, temporalizada e com lugar de ocorrência definido; assim, os dois livros apresentam a mesma temática.
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
terça-feira, 15 de outubro de 2013
DISTÚRBIOS INSPIRADOS NA LITERATURA
Aqui está uma breve lista de distúrbios fascinantes (e horríveis) nomeados a partir de alguns dos mais interessantes personagens da literatura:
1 – Síndrome de Dorian Gray
Nomeada a partir do protagonista do romance de Oscar Wilde, O retrato de Dorian Gray, que vende sua alma para que seu retrato envelheça no lugar de seu corpo. Ainda não é exatamente uma condição médica aceita, mas esta síndrome consiste em uma preocupação excessiva com os defeitos do próprio corpo e com o envelhecimento.
2 – Síndrome de Rapunzel
Também chamada de tricofagia, é uma doença compulsiva em que a pessoa come o próprio cabelo. Esta síndrome foi assim nomeada a partir da história de Rapunzel, personagem dos contos de fadas dos Irmãos Grimm, que joga suas tranças do alto de uma torre para que o príncipe pudesse subir. A tricofagia consiste na formação de uma bola de cabelo dentro do estômago, até que se forme uma espécie de corda, semelhante às tranças de Rapunzel.
3 - Síndrome de Alice no País das Maravilhas
Nomeada a partir do livro de Lewis Carroll, Alice no País das Maravilhas, no qual a personagem Alice bebia a poção “Beba-me” e comia o bolo “Coma-me” para crescer e diminuir, facilitando sua passagem por alguns lugares do País das Maravilhas. Uma pessoa com esta síndrome vê partes de seu corpo ou objetos ao seu redor maiores ou menores do que eles realmente são. Esta percepção distorcida pode envolver outros sentidos, como audição e até a noção da passagem do tempo.
4 – Síndrome de Otelo
Nomeada a partir da obra Otelo, de Shakespeare, que matou sua mulher, Desdemona, por achar, erroneamente, que ela estava sendo infiel. Também chamada de ciúme mórbido ou ciúme ilusório, a síndrome de Otelo faz com que a pessoa acredite cegamente que seu parceiro a esteja traindo, mesmo sem nenhuma evidência de que isso seja verdade.
5 – Síndrome de Pickwick
Nomeada a partir de Joe Pickwick, garoto gordo e narcoléptico, personagem do primeiro romance de Charles Dickens, As aventuras do Sr. Pickwick. Acomete pessoas extremamente obesas, durante o sono. O indivíduo não recebe oxigênio suficiente e acaba com o sangue cheio de dióxido de carbono, causando sonolência diurna, letargia, dores de cabeça, respiração encurtada e depressão.
6 – Síndrome de Rip Van Winkle
Nomeada a partir do protagonista do conto de Washington Irving, de título homônimo, que dormiu por 20 anos após ingerir uma bebida alcoólica dada por um velho que conheceu na floresta. Também chamada de Síndrome de Kleine-Levin, quem sofre desta condição cai num sono que pode durar dias, semanas e até meses. Alguns cientistas acreditam que o problema pode estar no hipotálamo ou que possa ser uma condição relacionada à genética.
7 – Síndrome de Münchausen
Nomeada a partir de Carl Friedrich von Münchhausen, um oficial da cavalaria alemã, cujas aventuras foram transcritas em 1785, por Rudolf Erich Raspe, para o livro As surpreendentes aventuras do Barão Münchausen. O verdadeiro Münchhausen não gostou muito do livro, que o fez ficar com fama de “Barão das Mentiras”. Seu desgosto foi tanto, aliás, que tentou processar o autor, mas perdeu a causa porque o nome do personagem no livro continha apenas um “h”, diferente do seu. Pessoas com síndrome de Münchausen tentam convencer as pessoas ao redor que estão doentes ou incapacitadas, com a intenção de receberem atenção. Para dar credibilidade, elas chegam a se cortar, queimar, injetar substâncias nocivas e forjar exames médicos. Ao contrário dos hipocondríacos, que realmente acreditam que estão doentes, pessoas com esta síndrome sabem que estão perfeitamente saudáveis, mas simplesmente não conseguem controlar seu comportamento compulsivo.
8 – Síndrome de Peter Pan
Em 1911, J.M. Barrie trouxe a Terra do Nunca, lar encantado de Capitão Gancho, de Sininho, dos Garotos Perdidos e, claro, de Peter Pan, o menino que não queria crescer. A síndrome de Peter Pan descreve adultos que nunca conseguiram dar adeus à infância. Considerada uma psicopatologia, a condição ainda não foi incluída na lista de distúrbios da Organização Mundial da Saúde.
9 – Síndrome de Huckleberry Finn
Huck não teve uma infância feliz. O garoto, personagem de As aventuras de Huckleberry Finn, livro escrito por Mark Twain em 1884, nunca conheceu sua mãe e era constantemente abandonado por seu pai. Em vez de ir à escola, Huck cabulava aula e fugia de qualquer obrigação. E, segundo estudos, este tipo de comportamento na infância pode ter impactos ao longo da vida. Vem daí o nome da Síndrome de Huckleberry Finn, que faz uma ligação entre a infância problemática e atitudes erráticas na vida adulta – como a instabilidade profissional, por exemplo.
Fonte: Literatortura
VENCEDORA DO NOBEL DE LITERATURA
A escritora canadense Alice Munro foi anunciada nesta quinta-feira, 10 de outubro, como a vencedora do Prêmio Nobel de Literatura por seus contos centrados nas fraquezas da condição humana. Alice Munro, que estava na lista de favoritos, é a primeira pessoa de nacionalidade canadense e a 13ª mulher a receber o Prêmio Nobel de Literatura desde 1901.
O júri considerou Munro uma “mestra da narrativa breve contemporânea” e elogiou “sua sutil narrativa, que se caracteriza pela clareza e o realismo psicológico”. Alguns críticos chamam Alice Munro de ‘Chekhov canadense’, em referência ao escritor russo Anton Chekhov.
Esta é primeira vez, em 112 anos, que a academia sueca premia um autor que escreve apenas contos. A escritora canadense receberá oito milhões de coroas suecas (1,24 milhão de dólares ou 915 mil euros). Agora, a idade é o principal obstáculo para Munro. Ela afirmou que não pensa mais em escrever. “Já estou bastante velha”, disse.
A cerimônia de entrega acontecerá em Estocolmo, no dia 10 de dezembro, aniversário da morte do fundador do prêmio, Alfred Nobel. Em 2012, o Nobel de Literatura foi vencido pelo romancista chinês Mo Yan.
Fugitiva
(Editora Companhia das Letras)
Os oito contos reunidos em Fugitiva apresentam mulheres às voltas com seu passado. Alice Munro consegue captar, seja nos momentos decisivos de uma vida, seja nos episódios cotidianos, as tragédias mais profundas que movem suas personagens. A partir de escolhas erradas, descobertas súbitas e armadilhas da sorte, essas mulheres encaram suas mentiras – as que lhes foram contadas, as que elas contaram aos outros e aquelas com que buscaram enganar a si mesmas. Das vastas e desoladas paisagens canadenses, surge uma literatura forte, pungente. Talvez pela adversidade do meio, as relações pessoais ganham mais força e as trivialidades, contornos mais trágicos. Munro procura descrever toda a pluralidade do amor, desde o que leva uma jovem mulher ao encontro de um homem que só viu uma vez, até o que faz uma mãe buscar a filha que havia dado para adoção, passando pela paixão mais arrebatadora e, paradoxalmente, mais carregada de lucidez. Não se trata, porém, de um desfilar histérico de mulheres desesperadas; a humanidade profunda e esperançosa das personagens de Munro faz com que, desvendando a elas, compreendamos a nós mesmos.
Felicidade demais
(Editora Companhia das Letras)
(Editora Companhia das Letras)
‘Felicidade demais’ reúne dez contos de Alice Munro, protagonizados por personagens femininas que vivem situações de grande sedução e violência. São mulheres de idades e ocupações diversas, mas todas elas, a certa altura da vida, deparam com acontecimentos que mudam o rumo de suas vidas. O conto que dá título ao livro é um relato de ficção inspirado em uma personagem real – a russa Sophia Kovalevsky, que viveu na segunda metade do século XIX e destacou-se pelo pioneirismo na matemática. A narrativa se concentra nos dias que antecedem a morte de Sophia, com flashbacks para contar seus envolvimentos amorosos e sua relação com a família da irmã, casada com um revolucionário da Comuna de Paris. Nos contos da autora, camadas narrativas se sobrepõem, o passado e a memória atuam no presente e conduzem a situações limite.
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
Próximo encontro no "Literatura em Foco" - Dom Casmurro
Dia 28 de setembro às 14h, o
Professor Gilberto Barbosa dos Santos, analisará a obra "Dom Casmurro" de
Machado de Assis, na Biblioteca "Jayme Monteiro".
Este Projeto é voltado aos alunos
que estão se preparando para as provas dos vestibulares em várias faculdades do
país e também aos amantes da boa literatura brasileira.
“Sim, eu me faço de forte, mas já
chorei no meu quarto, em silêncio, a porta fechada, travesseiro no rosto,
chorei por dentro, sofri. Mas sabe o que tudo isso resultou; nada, é preciso
aprender a crescer, viver, ser ‘gente grande’ e enfrentar os próprios
problemas.”
— Dom Casmurro.
Viagem Literária: Lili Flor & Paulo Pixu
A Prefeitura de Penápolis, por meio da sua
Secretaria de Educação, receberá, no dia 02 de outubro, o Programa “Viagem
Literária”, na Biblioteca Municipal “ Prof. Jayme Monteiro”. Através de
agendamento prévio, o público poderá acompanhar apresentação gratuita da
Contadora de história Lili Flor e Paulo Pixu - ( 09h e as 14h), que trará para Penápolis
as incríveis histórias de Luís Câmara Cascudo.
O programa Viagem Literária é uma iniciativa da
Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo e tem como foco o incentivo a
leitura, através de turnês de escritores renomados e jovens talentos pelo
interior paulista.
Sobre a Contadora de História Lili Flor
Narradora de histórias e educadora atua na área da
educação há onze anos sempre permeando sua prática com projetos de leitura,
teatro e narração de histórias. Formada em Letras e Pós-Graduanda em Literatura
Infantil e Juvenil pela Universidade de São Paulo, fundamenta sua pesquisa nas
práticas de leitura e nos múltiplos suportes da literatura como arte.
Participou durante o ano de 2004 do Núcleo Social
de Ação Educativa na UNIFMU. Um convênio com a escola de teatro Célia Helena
que colocou em cartaz a peça “Aurora da minha vida” de Naum Alves de Souza. Em
2007 cursou no ISE Vera Cruz “Os quatro ventos da história” com Urga Maira,
Stela Barbieri, Madalena Monteiro e Andi Rubinstein, curso que norteou a
prática de contar história teorizada por Regina Machado. Também neste mesmo ano
participou de oficinas de Literatura de Cordel com César Obeid de onde nasceu o
Grupo Amoroso do Cordel , que durante os anos de 2007 e 2008 pesquisou ,
escreveu e difundiu literatura de cordel através da narração de histórias,
música e produção de espetáculos.
Como narradora de histórias Lili Flor já atuou em
diversos Colégios, Feiras de Livros, Livrarias, Sescs, Editoras, Centros
Culturais, Bibliotecas Públicas , Bosques de Leitura, empresas e TV Cultura.
Com os Amorosos do Cordel já se apresentou no
Corredor Literário, na Biblioteca Alceu Amoroso Lima, Biblioteca Belmonte
Temática em Cultura Popular, SESC Campinas e Interlagos, Centro Cultural
Cachoeira e Centro Cultural Carapicuíba.
Atualmente faz aulas particulares de violão e
pandeiro. Sou uma metida a musicista , mesmo!
Durante o curso de teatro na Escola Teatro
Macunaíma atuou como atriz nos espetáculos: Mente Mentira de Sam Shepard, com
direção de Andréa Perrenoud; Vereda da Salvação de Jorge Andrade com direção de
René Piazentin, O auto da Compadecida de Ariano Suassuna com direção de Einat
Falbel , Senhora dos Afogados de Nelson Rodrigues com direção de Márcia
Azevedo, Entre Parentes, uma adaptação da obra de França Junior, com a direção
de Alex Capelossa, Sonho de Meia Noite de verão, de William Shakespeare, com a
direção de Adriano Cypriano.
Coordena e dirige, a companhia na qual atua como
narradora de histórias, brinquedista e percursionista: Cia. Canta que eu conto
cuja pesquisa é norteada pelo diálogo entre a oralidade e a musicalidade dos
contos da tradição oral do mundo. Participa também como narradora de histórias
do grupo Folias e Folguedos, companhia dirigida por Inimar dos Reis que brinca,
dança e canta com as brincadeiras, causos , lendas e mitos brasileiros a fim de
resgatar e difundir a cultura popular brasileira.
Desde novembro de 2010, passou a integrar , como
narradora de histórias, o Grupo GIRASONHOS, que desde 1995 se dedica à arte da
narrativa com mais de 35 espetáculos, que encantam e emocionam com muita música
e beleza.
É co-assessora do CURSO BÁSICO DE FORMAÇÃO DE
CONTADORES DE HISTÓRIAS com Giba Pedroza, um reconhecido curso que já acontece
na Biblioteca pública Hans Christian Andersen (temática em contos de fadas) há
cinco anos, no qual também ministra as aulas e acompanha o curso integralmente,
numa vertente de resgate da memória afetiva e do olhar criança que constrói o
narrador da tradição oral. Além de ministrar oficinas para professores da rede
pública e Fundação Abrinq.
Desde 2006, é assessora de Infoeducação em um
Colégio de São Paulo, projeto criado pelo Prof Edmir Perroti (ECA – USP), que
viabiliza o incentivo à leitura pelas mais diversas vertentes artísticas e
culturais: narração de histórias, rodas de leituras, saraus literários e teatro
no espaço da Biblioteca.
Sobre o Viagem Literária
Lançado em 2008, pelo Governo do Estado de São
Paulo, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, o programa Viagem Literária
percorre, todos os anos, dezenas de cidades paulistas levando autores e
contadores de histórias para palestras, oficinas e bate-papos que são
realizados nas bibliotecas locais.
É uma ação de incentivo à leitura que encontra
ampla receptividade entre público, autores e dirigentes da área cultural dos
municípios contemplados.
O programa estimula a formação de novos leitores,
incentiva a produção literária, enriquece a atividade cultural e fortalece os
vínculos entre as bibliotecas e as comunidades locais.
Nesta edição, o Viagem Literária promove 210
eventos em 71 municípios do Estado, ultrapassando a marca de mais de 1.400
eventos realizados.
A participação da população é fundamental para que
os objetivos do programa sejam alcançados. Afinal, toda programação é elaborada
para oferecer cultura e entretenimento gratuito para todos, aproximar autores e
leitores e incentivar a descoberta de novas fronteiras em emocionantes viagens
literárias.
Serviço:
Dia 02 de outubro - 9h00 e 14h00
Biblioteca Municipal “Prof. Jayme Monteiro”
Av. Ivanoé de Cunto – 326 – Vila Formosa ( Entrada
pela Av. Tijuca )
Tel.: (18) 3653.4400
Público-alvo: crianças, jovens e adultos.
Entrada Franca
Classificação: Livre
Abaixo, alguns links de vídeos e fotos demonstrando o trabalho da dupla:
Contação de Histórias na Biblioteca "Jayme Monteiro"
Nos dias 25 e 26 de setembro,
recebemos na Biblioteca Jayme Monteiro Penápolis, a EMEI "Anjo da
Guarda" e os alunos do 3º e 5º ano da Emef “Armelindo
Artioli”.
Durante a visita falamos sobre o empréstimo de livros , e houve momentos muito prazerosos e descontraídos com
cantigas, brincadeiras de roda e contação de histórias. No final da visita
todas as crianças ficaram a vontade para conhecerem as Seções:
Infantil, Juvenil e o Quiosque Rosa dos Ventos, além da Bebeteca “Maria Cecília Souto Vidigal”. Muitos ainda não conheciam a nova Biblioteca e se encantaram com o
espaço.
Assinar:
Postagens (Atom)







































.jpg)

